Microfone Imaginário

Melhor escrever ou colecionar livros?

Eis, a questão! Vamos então ler esse texto em voz alta e refletir.

“Você já escreveu um livro, plantou uma árvore ou criou um filho? Então, eternizou-se”! É o que diz o conceito popular.

Quem escreve livros compartilha conhecimentos. 

Escrever é doar-se, portanto, escrever é um ato de amor para com os nossos semelhantes. 

Escrever também é preservar, contribuir para a posteridade. 

Realmente, é como plantar árvores, ter, ou criar filhos.

Quem ganha um livro recebe nas mãos uma doação de amor de quem o escreveu. Ninguém escreve livros sem amor no coração.

Não importa o tema: Romance, Poesia, História, Estudos da Ciência ou da Religião, além de Contos, Crônicas, Viagens, Biografias.

Quem escreve busca exprimir um pouco do melhor que existe dentro de si para os leitores e leitoras. 

Escrever é parecido com dar à luz. 

A parturiente sofre, mas depois se sente feliz ao ter o bebê em seus braços e se esquece as dores do parto. 

Escrever livros dá muito trabalho, exemplos:

As pesquisas que não finalizam, um assunto puxa o outro, o tempo vai passando.

Chega o processo de diagramação e mais dores de cabeça.

Até que vêm a hora do lançamento. Aí sim, que felicidade!

Por isso, antes de escrever, é preciso ler e ler muito, reler até aprender para só depois doar o que se aprendeu.

Deste modo, quem coleciona livros guarda amor dentro de casa e se transforma em uma pessoa melhor.

Mas não adiante só colecionar, é preciso ler com gosto e com calma, de forma construtiva e saudável. 

Gosto de escrever, mas, acima de tudo, é preciso gostar de ler.

Só quem gosta de ler, consegue escrever bons livros e se você duvidar, pergunte aos escritores. 

De tanto ler, se aprende escrever, por isso faz bem colecionar livros.

Geraldo Nunes é jornalista profissional, escritor e radialista premiado. Na saudosa Rádio Eldorado, além de repórter aéreo, apresentou o programa São Paulo de Todos os Tempos, onde se fez cronista da cidade, premiado pela APCA e com o Colar Guilherme de Almeida. Da Câmara Municipal recebeu a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo. Integra a Academia Paulista de História, Academia Cristã de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, é membro honorário da Força Aérea Brasileira – FAB.