A COMUNICAÇÃO DO SÉCULO 21 ABANDONOU A ANTENA


O NEW RÁDIO é um projeto multiplataforma sobre comunicação, conteúdo, influência e transformação digital da mídia.

O rádio não morreu. Ele saiu da antena e entrou em tudo. Está no podcast, nos vídeos curtos, nas lives, no YouTube, no streaming, nas redes sociais e até na forma como as marcas se comunicam. 

Em 2021, Heródoto Barbeiro e Nilo Frateschi Jr. me convidaram para escrever, ao lado deles, o livro 100 Anos de Rádio no Brasil. A proposta era revisitar a história do rádio brasileiro celebrando sua relevância, sua transformação e seu impacto na comunicação do país.

O sucesso do projeto multiplataforma — que unia livro, vídeos e conteúdos complementares — nos motivou a seguir adiante com um segundo volume. Foi nesse processo que nasceu uma provocação inspiradora.Com a morte da Elizabeth II, Heródoto trouxe uma reflexão baseada na famosa frase:

“The Queen is dead. God save the King.”

A ideia serviu como ponto de partida para pensar o futuro da comunicação e do rádio. Afinal, durante anos ouvimos que “o rádio morreu”. Mas será mesmo? Foi então que surgiu o conceito do NEW RÁDIO:

“The Radio is dead. God save the New Radio.”

Não como o fim do rádio, mas como sua reinvenção. Um rádio que ultrapassa as ondas tradicionais e passa a viver também em vídeos, redes sociais, podcasts, streaming, cortes, multiplataformas e novas formas de conexão com o público.Esse conceito foi oficialmente apresentado no livro Manual do New Rádio, consolidando uma nova visão sobre a comunicação na era digital: o rádio não morreu — ele evoluiu.

E foi justamente a partir desse conceito que algo curioso começou a acontecer comigo. Desde 2019, meu canal no YouTube já vinha construindo uma trajetória sólida na internet, reunindo entrevistas com artistas, empresários, comunicadores e profissionais de diferentes áreas. Ao longo desses anos, foram mais de 500 entrevistas publicadas, quase 10 milhões de visualizações e aproximadamente 280 mil horas de exibição.

Durante muito tempo, o programa levou apenas o meu nome. Mas, após o lançamento do Manual do New Rádio em 2024, comecei naturalmente a definir meu trabalho como um “programa de New Rádio”.

Afinal, aquilo que eu produzia já não se encaixava mais em uma definição tradicional de rádio, podcast, entrevista ou canal digital. Era uma mistura de conversa, conteúdo, vídeo, influência, internet, entretenimento, cortes, streaming e comunicação multiplataforma — exatamente como o conceito do NEW RÁDIO propunha.

E algo interessante aconteceu de forma totalmente orgânica. Em palestras, entrevistas, eventos e participações em programas, as pessoas passaram a me apresentar como:

“Fernando Vítolo, apresentador
do programa NEW RÁDIO.”

O nome começou a surgir espontaneamente na fala do público e do mercado. Foi então que decidi abraçar oficialmente essa identidade. Com muito respeito à história do conceito, conversei com Heródoto Barbeiro e pedi gentilmente sua autorização para utilizar o nome NEW RÁDIO no programa. Para minha felicidade, ele apoiou imediatamente a ideia.

Mais do que um nome, NEW RÁDIO se tornou a definição perfeita daquilo em que acredito: uma comunicação mais humana, dinâmica, relevante, multiplataforma e conectada com a maneira como as pessoas consomem conteúdo atualmente. Porque o rádio não morreu. Ele evoluiu.