O poeta Paulo Bomfim nasceu em 30 de setembro de 1926 e se estivesse entre nós completaria 100 anos de vida. Ele se foi, mas sua poesia ficou.
Tive a honra de ter sido seu amigo e quando ele completou 80 anos, em 2006, o entrevistei em meu programa e fiz uma crônica de abertura em homenagem.
Comecei o texto dizendo que o poeta, cujo nome é o mesmo da metrópole onde nasceu, vive com ela um amor surgido nos tempos de menino.
Sua primeira poesia, “Minha Sombra”, saiu publicada no jornalzinho da Biblioteca Municipal de Vila Buarque quando ele tinha 12 anos de idade.
De lá para cá, tornou-se um poeta premiado e ostenta vários títulos: “Príncipe dos Poetas Brasileiros” é o principal deles, mas há um outro que ele gosta:
Paulo Bomfim: “O Poeta da Cidade! Ele está fazendo aniversário e para comemorar colocou na praça um novo livro; “Janeiros de meu São Paulo”!
Nele, Paulo revive em prosas suas reminiscências escritas com seu belo texto poético. Isso o distingue dos demais, sua poesia é apaixonada pelo cotidiano.
Outra qualidade de Paulo Bomfim é a sua bondade. Paulo é um homem naturalmente bom e só pelo olhar conquista amigos. Há algo de santo nele.
Seu carisma está em tratar todas as pessoas com o mesmo carinho e distinção. Me disseram que até quem ele não gosta, o poeta costuma elogiar.
Da mesma forma nunca encontrei alguém que falasse mal de Paulo Bomfim. Todos o consideram educado, atencioso, simpático. Paulo é unanimidade.
Certa vez sua esposa Emy, pronunciou uma frase que me chamou a atenção. Me disse ela: “Há 57 anos casados, jamais ouvi o Paulo falar mal de alguém”.
De fato, o poeta é de uma bondade divina e sua palavra escrita no formato de sonetos ou em prosa encanta a todos.
Diferente de outros poetas, Paulo Bomfim enxerga tudo com os olhos do coração. Este pode ser o motivo dele viver essa paixão eterna.
Paulo Bomfim conhece as mazelas de São Paulo, mas segue apaixonado pela cidade. O motivo nem ele mesmo explica.
Afinal, o amor encontra sempre uma desculpa para as ofensas e, se não a encontra, Paulo a transforma em poesia.
Geraldo Nunes é jornalista profissional, escritor e radialista premiado. Na saudosa Rádio Eldorado, além de repórter aéreo, apresentou o programa São Paulo de Todos os Tempos, onde se fez cronista da cidade, premiado pela APCA e com o Colar Guilherme de Almeida. Da Câmara Municipal recebeu a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo. Integra a Academia Paulista de História, Academia Cristã de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, é membro honorário da Força Aérea Brasileira – FAB.









