Mundo Real

Diário de bordo 02

“Em meio a uma crise, a primeira coisa que se perde é a verdade”

Pandemia? Ou manipulação?

Os números de óbitos causados pela pandemia de COVID-19 são baseados em registros oficiais de sistemas de saúde e cartórios ao redor do mundo. Até aí tudo certo, certo? 

No Mundo se tem registradas oficialmente mais de 7,1 milhões de mortes. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e estudos independentes sobre o “excesso de mortalidade” estimam que o número real seja significativamente maior (frequentemente estimado entre 15 e 20 milhões), devido a subnotificações em países com sistemas de registro menos eficientes. Qual seria o número correto? 

Aqui no Brasil se registrou oficialmente cerca de 700.000 mortes confirmadas por COVID-19. O Brasil foi o segundo país com o maior número absoluto de óbitos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Ah! Os Estados Unidos! 

Aqui precisamos falar das recentes audiências no Congresso dos EUA (pelo Subcomitê da Pandemia) e a liberação, em agosto de 2026, de diários pessoais do Dr. Anthony Fauci, lá do início de 2020, que trouxeram à tona revelações importantes sobre os bastidores da gestão da pandemia. Ah! A verdade! 

Em março de 2020, Fauci testemunhou sob juramento ao Congresso que a taxa de mortalidade do coronavírus era de cerca de 3%, 3%? No entanto, anotações de seu próprio diário particular, datadas de fevereiro de 2020, mostram que ele e outros especialistas calculavam que a letalidade real seria muito menor, entre 0,2% e 0,3%. Ah! A verdade! 

A coisa toda continua! Durante os depoimentos a portas fechadas e nas audiências públicas, Fauci confirmou que algumas das diretrizes mais rigorosas impostas à população, como a regra de distanciamento social de 2 metros, uso de máscaras, foram arbitrárias, não se basearam em ensaios clínicos rigorosos da época e “meio que apenas surgiram”. 

As descobertas de que Fauci e outras autoridades erraram, omitiram o que realmente pensavam ou implementaram regras sem base científica estrita no início da crise. No Brasil e no mundo, os mais de 7 milhões de óbitos foram documentados fisicamente em hospitais, UTIs e cartórios de registro civil, resultando em um excesso de mortalidade inquestionável em relação aos anos anteriores. Manipulação ? 

O que as audiências revelam é que a resposta governamental e as políticas de saúde pública (fechamentos, mandatos de distanciamento, projeções de terror e a supressão de opiniões divergentes) foram muitas vezes conduzidas com base em suposições, instinto e narrativas controladas, em vez de ciência transparente e baseada em dados sólidos. 

As descobertas do processo Fauci nos mostram a falibilidade e a falta de transparência das lideranças de saúde no gerenciamento da crise. No entanto, elas não mudam o fato de causar um dos maiores impactos demográficos da nossa história recente, levando centenas de milhares de brasileiros e milhões de pessoas ao redor do mundo a óbito.

Roberto Coelho é historiador e comunicólogo. No YouTube: Um lugar e suas histórias.