Podcast

Podcast, videocast, webcast ou mesacast?

Os nomes são frequentemente usados como sinônimos, mas cada um descreve uma maneira diferente de produzir e distribuir conteúdo. Entenda as diferenças e descubra qual formato faz mais sentido para sua empresa.

Podcast, videocast, webcast e mesacast não são exatamente a mesma coisa.

O podcast é um programa dividido em episódios e consumido sob demanda, tradicionalmente em áudio. O videocast acrescenta a imagem. O webcast funciona como uma transmissão pela internet, geralmente ao vivo. Já o mesacast é um formato de conversa, normalmente com apresentadores e convidados reunidos ao redor de uma mesa.

Mas existe um detalhe importante:

Esses formatos não são necessariamente concorrentes.

Um mesmo programa pode ser um mesacast por causa da sua dinâmica de conversa, um videocast porque possui imagem, um webcast durante a transmissão ao vivo e um podcast quando o áudio é disponibilizado nas plataformas.

A escolha depende menos do nome que será utilizado e mais do objetivo que a empresa pretende alcançar.

Qual é a diferença entre os quatro formatos?

FormatoPrincipal característicaNormalmente é ao vivo?Uso corporativo mais comum
PodcastPrograma em episódios, geralmente em áudio e sob demandaNãoAutoridade, educação e relacionamento
VideocastPodcast produzido também em vídeoPode serVisibilidade, conteúdo para YouTube e redes sociais
WebcastTransmissão de áudio e vídeo pela internetGeralmenteEventos, lançamentos, treinamentos e comunicados
MesacastConversa longa entre apresentadores e convidadosPode serEntrevistas, debates, networking e opinião

Vamos entender cada um deles.

O que é um podcast?

Podcast é um programa publicado em episódios que o público pode ouvir quando e onde quiser.

Embora o formato tenha nascido essencialmente em áudio, atualmente a palavra podcast também é utilizada de maneira mais ampla para identificar diferentes tipos de programas de entrevistas, conversas e séries distribuídas pela internet.

Uma das características tradicionais do podcast é a distribuição por meio de um feed RSS. Esse sistema permite que os novos episódios sejam enviados para plataformas como Spotify e Apple Podcasts.

O próprio YouTube atualmente permite que episódios sejam enviados por RSS e transformados em vídeos com imagem estática, mostrando como as fronteiras entre áudio e vídeo estão ficando cada vez menos rígidas. A funcionalidade é explicada na central de ajuda do YouTube.

Formatos comuns de podcast

Um podcast pode ser:

  • Apresentado por uma única pessoa;
  • Conduzido por dois apresentadores;
  • Baseado em entrevistas;
  • Organizado como debate;
  • Produzido como documentário;
  • Construído por meio de histórias;
  • Utilizado para notícias e análises;
  • Criado para treinamento ou comunicação interna.

O podcast não precisa ser informal. Também não precisa ter duas horas de duração ou necessariamente receber convidados.

O formato pode ser completamente adaptado à proposta da empresa.

Quando o podcast é indicado?

O podcast é uma boa escolha para empresas que querem:

  • Compartilhar conhecimento;
  • Educar o mercado;
  • Posicionar especialistas;
  • Fortalecer a comunicação interna;
  • Criar relacionamento com clientes;
  • Produzir uma série de conteúdo recorrente;
  • Aprofundar assuntos complexos;
  • Construir autoridade ao longo do tempo.

Como o áudio pode ser consumido durante deslocamentos, exercícios ou outras atividades, ele oferece uma conveniência que o vídeo nem sempre proporciona.

O que é um videocast?

Videocast é um podcast produzido também em vídeo.

Além dos microfones, a gravação envolve câmeras, iluminação, cenário, enquadramento e edição de imagem.

O episódio pode ser publicado integralmente no YouTube e em outras plataformas que aceitam vídeo. O áudio também pode ser extraído e distribuído como podcast tradicional.

Essa combinação aumenta as possibilidades de aproveitamento da conversa.

Um único videocast pode gerar:

  • Episódio completo em vídeo;
  • Versão em áudio;
  • Cortes para Instagram;
  • Shorts para o YouTube;
  • Conteúdos para TikTok;
  • Vídeos para LinkedIn;
  • Frases e carrosséis;
  • Matérias para o site;
  • Conteúdo para newsletters.

Videocast é apenas um podcast com câmera?

Tecnicamente, a presença das câmeras é a principal diferença. Estrategicamente, porém, existe muito mais envolvido.

Uma produção em vídeo precisa considerar linguagem visual, direção dos olhares, iluminação, cenário, ritmo de edição e comportamento dos participantes diante das câmeras.

O apresentador também precisa entender que está se comunicando simultaneamente com quem assiste e com quem apenas ouve.

Mostrar uma fotografia para a câmera, por exemplo, pode funcionar para o espectador do YouTube, mas excluir quem acompanha somente o áudio. O ideal é explicar verbalmente aquilo que está sendo exibido.

Quando o videocast é indicado?

O videocast é especialmente interessante para empresas que desejam:

  • Dar visibilidade aos seus executivos;
  • Humanizar a marca;
  • Fortalecer a presença no YouTube;
  • Produzir conteúdo para diferentes redes;
  • Mostrar produtos, ambientes ou demonstrações;
  • Criar proximidade com clientes;
  • Gerar um grande volume de conteúdos derivados.

O vídeo amplia as possibilidades de descoberta. O áudio oferece liberdade de consumo. Quando bem planejados, os dois formatos se complementam.

O que é um webcast?

A palavra webcast nasce da combinação de “web” e “broadcast”. Em outras palavras, trata-se de uma transmissão realizada pela internet.

O formato costuma ser utilizado para enviar um conteúdo ao vivo para muitas pessoas simultaneamente.

Um webcast pode apresentar:

  • Lançamento de produto;
  • Entrevista;
  • Palestra;
  • Coletiva de imprensa;
  • Convenção;
  • Apresentação de resultados;
  • Treinamento;
  • Debate;
  • Evento corporativo;
  • Comunicado da liderança.

Na comunicação empresarial, o webcast é normalmente uma transmissão organizada e conduzida por uma equipe de produção. Ele segue uma lógica de um emissor para uma audiência numerosa, diferentemente de uma videoconferência, na qual todos os participantes podem conversar entre si.

A Euronext Corporate Solutions utiliza exatamente essa distinção: o webcast é uma transmissão produzida para uma grande audiência, enquanto a conferência online é uma reunião com interação entre diferentes participantes.

Webcast precisa ser ao vivo?

O webcast é fortemente associado ao conteúdo ao vivo, mas a gravação pode continuar disponível depois do encerramento.

Nesse caso, o projeto possui dois momentos:

  • A experiência simultânea da transmissão;
  • O consumo posterior sob demanda.

Também é possível transformar o webcast em outros conteúdos. Uma palestra transmitida ao vivo pode posteriormente gerar episódios, cortes, matérias e materiais de treinamento.

Quando o webcast é indicado?

O webcast faz sentido quando a empresa precisa:

  • Reunir muitas pessoas ao mesmo tempo;
  • Fazer um anúncio importante;
  • Transmitir um evento;
  • Lançar um produto;
  • Apresentar resultados;
  • Realizar uma conversa com data e horário definidos;
  • Criar uma experiência ao vivo;
  • Permitir perguntas e interações em tempo real.

Como não existe a possibilidade de corrigir erros antes da exibição, o webcast exige planejamento, testes, conexão estável, equipamentos de segurança e uma equipe preparada para resolver imprevistos.

O que é um mesacast?

Mesacast é o nome utilizado no Brasil para identificar programas de conversa ou entrevista nos quais apresentadores e convidados ficam reunidos ao redor de uma mesa, normalmente com microfones e câmeras aparentes.

Programas como Flow e Podpah ajudaram a popularizar esse modelo.

O termo não define uma tecnologia de distribuição. Ele descreve principalmente a estrutura e a dinâmica do programa.

Um mesacast costuma apresentar:

  • Conversas longas;
  • Um ou mais apresentadores;
  • Convidados diferentes;
  • Cenário fixo;
  • Microfones visíveis;
  • Várias câmeras;
  • Linguagem descontraída;
  • Espaço para opiniões e histórias;
  • Possibilidade de transmissão ao vivo;
  • Produção de numerosos cortes.

Na prática brasileira, o formato ganhou força como espaço para entrevistas, debates e opiniões. O Meio & Mensagem já descrevia o mesacast como um modelo que reúne participantes para discutir determinado tema com a contribuição de convidados e especialistas.

Todo mesacast é um podcast?

Não necessariamente.

Se o programa estiver dividido em episódios e for distribuído em plataformas de áudio, ele também poderá ser considerado um podcast.

Se possuir captação em vídeo, será um videocast.

Se for transmitido ao vivo pela internet, também poderá funcionar como webcast.

O termo mesacast indica a dinâmica da conversa, e não obrigatoriamente a forma de distribuição.

Quando o mesacast é indicado?

O mesacast pode ser interessante para empresas que querem:

  • Entrevistar clientes e parceiros;
  • Aproximar-se de pessoas estratégicas;
  • Debater tendências do setor;
  • Dar voz a diferentes especialistas;
  • Desenvolver networking;
  • Construir uma comunidade;
  • Produzir conversas mais espontâneas;
  • Criar cortes para as redes sociais.

Entretanto, a empresa deve evitar simplesmente copiar o cenário e a duração dos grandes programas.

Uma conversa longa só funciona quando existe conteúdo, preparação e capacidade de condução. Caso contrário, o mesacast pode se transformar em uma reunião demorada que foi gravada por câmeras.

Afinal, qual formato é o melhor?

Não existe um formato universalmente melhor. Existe aquele que atende melhor ao objetivo do projeto.

Para construir autoridade

Podcast ou videocast recorrente, com pautas relacionadas às dúvidas do público e ao conhecimento dos especialistas da empresa.

Para dar visibilidade aos executivos

Videocast, porque permite trabalhar voz, imagem, presença e produzir conteúdos para diferentes plataformas.

Para comunicação interna

Podcast em áudio, especialmente quando o público precisa consumir informações durante deslocamentos ou atividades operacionais.

Para lançar um produto ou transmitir um evento

Webcast, com horário definido, estrutura ao vivo e possibilidade de interação com o público.

Para entrevistas e relacionamento com convidados

Mesacast ou videocast de entrevistas, desde que exista uma proposta editorial clara.

Para gerar cortes e conteúdos para as redes

Videocast ou mesacast com captação de imagem planejada para permitir diferentes enquadramentos e formatos.

É possível combinar os quatro?

Sim.

Uma empresa pode produzir um programa com a seguinte estrutura:

  1. Apresentador e convidado conversam ao redor de uma mesa;
  2. A conversa é gravada com várias câmeras;
  3. O programa é transmitido ao vivo;
  4. O vídeo completo é publicado no YouTube;
  5. O áudio é distribuído no Spotify e em outras plataformas;
  6. Os melhores momentos são transformados em cortes;
  7. Os assuntos abordados geram matérias para o site.

Nesse exemplo, temos um mesacast gravado como videocast, transmitido como webcast e distribuído posteriormente como podcast.

Essa integração aumenta o aproveitamento da produção, mas também exige mais planejamento.

Não basta apertar o botão de transmissão em várias plataformas. É necessário pensar em títulos, miniaturas, áudio, enquadramentos, ritmo, publicação, SEO e adaptação do conteúdo para cada canal.

O erro de escolher o formato antes da estratégia

Muitas empresas começam dizendo:

“Queremos fazer um podcast igual ao Flow.”

Essa frase já revela um problema.

Antes de escolher o formato, é preciso responder:

  • Qual é o objetivo do programa?
  • Quem queremos alcançar?
  • O que essa pessoa deseja ouvir?
  • Que percepção queremos construir?
  • Quem deverá apresentar?
  • Teremos convidados?
  • O conteúdo precisa ser ao vivo?
  • Qual será a frequência?
  • Em quais plataformas ele será publicado?
  • Como os resultados serão avaliados?

O formato deve ser uma consequência dessas respostas.

Copiar um programa conhecido pode produzir algo tecnicamente semelhante, mas sem identidade, relevância ou conexão com os objetivos da empresa.

Podcast corporativo não precisa parecer propaganda

Independentemente do formato escolhido, existe um princípio importante:

O programa deve ser interessante mesmo para quem não pretende comprar nada da empresa naquele momento.

Um podcast corporativo não deve ser uma sequência de apresentações comerciais.

A empresa constrói autoridade quando oferece informações, histórias, análises e conversas que ajudam o público a compreender melhor determinado assunto.

A marca pode estar presente na identidade, na escolha das pautas, nos convidados e na visão apresentada. Ela não precisa interromper a conversa constantemente para vender seus produtos.

O melhor conteúdo corporativo não esconde a empresa, mas também não transforma cada episódio em um anúncio.

Antes de começar

Se sua empresa ainda está estruturando o projeto, leia também:

Produza seu podcast, videocast ou mesacast com a Younik

A Younik ajuda sua empresa a escolher o formato mais adequado antes de ligar as câmeras e os microfones.

Podemos cuidar de todas as etapas:

  • Estratégia e posicionamento;
  • Escolha do formato;
  • Criação do conceito e do nome;
  • Planejamento editorial;
  • Desenvolvimento de pautas e roteiros;
  • Preparação dos participantes;
  • Gravação de áudio e vídeo;
  • Direção;
  • Edição;
  • Criação de miniaturas;
  • Desenvolvimento de títulos e descrições;
  • SEO e otimização para buscas de IA;
  • Publicação dos episódios;
  • Produção de cortes para as redes sociais.

Sua empresa não precisa decidir sozinha se o melhor caminho é um podcast, videocast, webcast ou mesacast.

Primeiro, definimos o que você precisa comunicar e para quem. Depois, construímos o formato capaz de transformar esse conhecimento em autoridade, presença e novas oportunidades.

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Perguntas frequentes

Podcast e videocast são a mesma coisa?

O videocast é um podcast produzido também em vídeo. O episódio pode ser publicado em plataformas de vídeo, enquanto a versão em áudio é distribuída nos aplicativos de podcast.

Qual é a diferença entre videocast e mesacast?

Videocast indica a presença do vídeo. Mesacast descreve um formato de conversa, geralmente com apresentadores e convidados reunidos ao redor de uma mesa. Um mesacast frequentemente também é um videocast.

Qual é a diferença entre webcast e podcast?

O webcast é uma transmissão pela internet, normalmente ao vivo e destinada a muitas pessoas simultaneamente. O podcast é publicado em episódios e consumido sob demanda.

Um webcast pode virar podcast?

Sim. O áudio de uma transmissão pode ser editado e publicado posteriormente como episódio de podcast.

Qual formato gera mais conteúdo para as redes sociais?

Videocasts e mesacasts oferecem mais possibilidades de cortes em vídeo. Entretanto, qualquer formato precisa ser planejado para que os trechos funcionem fora do episódio completo.

Qual formato é melhor para uma empresa?

Depende do objetivo, público, conteúdo e canais de distribuição. A escolha deve ser feita após a definição da estratégia, e não apenas com base no formato que está mais popular.