Podcast

Montar um estúdio próprio ou alugar um estúdio de podcast?

Descubra por que montar um estúdio próprio pode custar mais do que parece e quando contratar uma produtora de podcast é a melhor escolha.

Para a maioria das empresas, contratar uma produtora especializada é mais vantajoso do que montar um estúdio próprio ou simplesmente alugar uma sala com equipamentos.

Isso acontece porque produzir um podcast profissional não significa apenas comprar microfones, câmeras e luzes. É necessário ter uma equipe que saiba planejar, operar, dirigir, editar, publicar e transformar cada gravação em conteúdo capaz de representar bem a marca.

A comparação entre o preço cobrado por uma produtora e o valor necessário para comprar equipamentos costuma partir de uma conta incompleta. De um lado, coloca-se o valor de um serviço completo. Do outro, apenas o preço dos equipamentos.

Mas equipamento não cria conteúdo sozinho.

O erro na comparação entre montar e contratar

É comum uma empresa receber uma proposta para a produção de um podcast e pensar:

“Com esse valor, podemos comprar nossos próprios equipamentos.”

Essa conclusão ignora tudo o que existe ao redor da gravação.

Ao contratar uma empresa especializada, o investimento pode incluir estratégia, planejamento, equipe técnica, direção, gravação, edição, identidade visual, miniaturas, publicação, SEO e produção de cortes.

Ao montar um estúdio próprio, a empresa está comprando apenas a estrutura. Ela ainda precisará encontrar pessoas que saibam utilizá-la.

A comparação correta não é:

Preço da produtora versus preço dos equipamentos.

A comparação correta é:

Preço da produção completa versus custo total para criar, operar e manter uma estrutura interna com o mesmo nível de qualidade.

Quando todos os custos entram na conta, o estúdio próprio frequentemente deixa de parecer tão econômico.

Quanto custa realmente montar um estúdio de podcast?

O investimento não termina na compra dos microfones. Um estúdio profissional pode exigir:

  • Microfones;
  • Braços articulados e pedestais;
  • Fones de ouvido;
  • Mesa de som ou interface de áudio;
  • Computadores;
  • Softwares e licenças;
  • Câmeras;
  • Lentes;
  • Tripés;
  • Iluminação;
  • Cabos, cartões e baterias;
  • Monitores de retorno;
  • Móveis;
  • Cenário;
  • Identidade visual;
  • Isolamento acústico;
  • Tratamento acústico;
  • Ar-condicionado silencioso;
  • Internet adequada;
  • Espaço para armazenar os arquivos;
  • Equipamentos de segurança e backup.

Além da compra inicial, existem manutenção, substituição de peças, atualização tecnológica e depreciação.

Uma câmera pode continuar funcionando durante anos, mas deixar de atender ao padrão visual esperado. Um computador pode não suportar novos formatos de vídeo. Cabos, baterias, cartões e conectores precisam ser substituídos. Softwares podem cobrar assinaturas mensais.

Comprar o estúdio não elimina os custos. Apenas transforma parte dos custos variáveis em custos fixos.

O custo que quase nunca aparece na planilha: a equipe

Mesmo o melhor equipamento do mercado pode produzir um resultado ruim quando é operado por pessoas sem experiência.

Para manter uma produção profissional, a empresa pode precisar de:

  • Produtor;
  • Operador de áudio;
  • Operador de câmera;
  • Diretor de gravação;
  • Editor de áudio;
  • Editor de vídeo;
  • Roteirista;
  • Designer;
  • Profissional de SEO;
  • Responsável pela publicação;
  • Social media para distribuir os cortes.

Uma única pessoa até pode acumular algumas dessas funções, mas ela precisa ter conhecimento, disponibilidade e responsabilidade pelo projeto.

Também existe o custo de treinamento. Alguém precisará aprender a ajustar microfones, controlar iluminação, configurar câmeras, sincronizar arquivos, corrigir problemas técnicos e operar os programas de edição.

E quem assumirá a função quando essa pessoa estiver de férias, mudar de emprego ou precisar cuidar de outras prioridades?

Alugar um estúdio também não resolve necessariamente tudo

Alugar um estúdio de podcast pode ser melhor do que montar uma estrutura própria, principalmente quando as gravações são ocasionais.

Entretanto, é importante verificar exatamente o que está incluído.

Alguns estúdios oferecem apenas:

  • Espaço;
  • Equipamentos;
  • Cenário;
  • Técnico durante a gravação;
  • Entrega dos arquivos brutos.

Nesse modelo, a empresa ainda fica responsável por desenvolver o conceito, preparar a pauta, orientar os participantes, editar os episódios, criar as miniaturas, publicar o conteúdo e produzir os cortes.

Por isso, existe uma diferença importante entre alugar um estúdio e contratar uma empresa especializada em podcast corporativo.

O estúdio oferece a estrutura. A produtora assume o projeto.

Comparação entre as três opções

CritérioEstúdio próprioEstúdio alugadoEmpresa especializada
Investimento inicialAltoBaixoBaixo
Custo fixoAltoBaixoBaixo
Necessidade de equipe internaAltaMédiaBaixa
Manutenção de equipamentosResponsabilidade da empresaResponsabilidade do estúdioResponsabilidade da produtora
Estratégia editorialPrecisa ser desenvolvida internamenteNem sempre incluídaPode estar incluída
Direção dos participantesDepende da equipe internaNem sempre incluídaPode estar incluída
EdiçãoEquipe própria ou contratação separadaPode ser cobrada separadamentePode estar incluída
Miniaturas e identidadeProdução interna ou contratação separadaGeralmente separadaPode estar incluída
Publicação e SEOResponsabilidade da empresaGeralmente não incluídosPodem estar incluídos
Produção de cortesExige equipe própriaNormalmente adicionalPode fazer parte do projeto
Risco operacionalAltoMédioMenor
Capacidade ociosaPode ser altaNão existeNão existe

O estúdio próprio pode ficar parado

Outro ponto ignorado na conta é a capacidade ociosa.

Uma empresa pode investir em equipamentos e utilizar o estúdio apenas uma ou duas vezes por mês. Durante todo o restante do tempo, aquele espaço e aquela estrutura permanecem parados.

O mesmo ambiente poderia estar sendo usado como sala de reunião, escritório ou espaço comercial. Portanto, existe também um custo de oportunidade.

Para descobrir o custo real de cada episódio produzido internamente, a empresa deveria utilizar uma conta semelhante a esta:

Custo por episódio = investimento amortizado + equipe + espaço + softwares + manutenção + atualizações + tempo de produção + retrabalho, dividido pelo número real de episódios publicados.

Não adianta dividir o investimento por uma previsão otimista de gravações. A conta precisa considerar quantos episódios a empresa realmente conseguirá planejar, gravar, editar e publicar.

Um estúdio que produz muitos arquivos, mas poucos episódios finalizados, não é uma economia.

A imagem da empresa também entra na conta

Um podcast corporativo não é um experimento isolado. Ele representa publicamente a empresa.

Áudio com ruído, câmeras mal configuradas, enquadramentos ruins, iluminação inadequada, cenário improvisado e cortes malfeitos afetam a percepção da marca.

O público não separa completamente o problema técnico da empresa que assina o conteúdo. Se a produção parece amadora, parte dessa impressão pode ser transferida para o negócio.

Os riscos incluem:

  • Passar uma imagem de improvisação;
  • Prejudicar a autoridade dos participantes;
  • Desvalorizar a presença de convidados importantes;
  • Gerar episódios cansativos ou difíceis de compreender;
  • Perder gravações por falhas técnicas;
  • Atrasar publicações;
  • Produzir cortes que não despertam interesse;
  • Expor executivos sem preparação adequada;
  • Abandonar o projeto depois de poucos episódios.

Economizar na produção e prejudicar a percepção da marca pode sair muito mais caro do que contratar profissionais desde o início.

Produzir podcast não é apertar o botão de gravar

A gravação é apenas uma parte do processo.

Antes de ligar os microfones, é necessário responder:

  • Para quem o podcast será produzido?
  • Qual é o objetivo da empresa?
  • Que posicionamento o programa pretende construir?
  • Quais assuntos serão abordados?
  • Quem deve apresentar?
  • Que convidados fazem sentido?
  • Como os episódios serão distribuídos?
  • Quais resultados serão acompanhados?
  • Como o conteúdo contribuirá para o negócio?

Depois da gravação, ainda existem seleção de trechos, edição, correção de áudio, tratamento de imagem, criação de títulos, descrição, miniatura, publicação e divulgação.

Sem essa estrutura, a empresa pode ter um estúdio equipado e continuar sem ter um podcast relevante.

Para entender todas as etapas envolvidas, leia também: Como criar um podcast corporativo do zero?.

Quando montar um estúdio próprio pode fazer sentido?

O estúdio próprio não é necessariamente uma decisão errada. Ele pode ser interessante quando a produção de conteúdo é uma atividade central e frequente da empresa.

A estrutura interna pode fazer sentido quando:

  • A empresa grava vários conteúdos por semana;
  • Existe uma equipe audiovisual permanente;
  • O espaço será utilizado continuamente;
  • Há orçamento para manutenção e atualizações;
  • A organização produz diferentes formatos além do podcast;
  • Existe demanda previsível no longo prazo;
  • A empresa possui capacidade de gestão do projeto.

Mesmo nesses casos, pode ser interessante contratar uma empresa especializada para desenvolver o formato, implantar os processos, preparar a equipe e acompanhar os primeiros episódios.

O erro não está em ter um estúdio próprio. Está em acreditar que comprar equipamentos é suficiente para se tornar uma produtora.

Quando vale a pena alugar um estúdio?

O aluguel pode funcionar para empresas que:

  • Já possuem uma estratégia definida;
  • Contam com produtores e editores;
  • Precisam apenas do espaço para gravar;
  • Produzem episódios ocasionalmente;
  • Sabem orientar apresentadores e convidados;
  • Possuem uma equipe responsável pela distribuição.

Entretanto, se a empresa ainda precisa de planejamento, produção, edição e divulgação, contratar apenas o espaço provavelmente criará novas tarefas e fornecedores para administrar.

Por que contratar uma produtora especializada costuma ser a melhor escolha?

Para a maioria das empresas que está começando, a contratação de uma produtora especializada reduz o investimento inicial, os custos fixos e os riscos operacionais.

A empresa paga pelo resultado de uma estrutura que já existe e por uma equipe que já sabe utilizá-la.

Entre as vantagens estão:

  • Não precisar comprar equipamentos;
  • Não precisar contratar uma equipe audiovisual permanente;
  • Utilizar equipamentos profissionais atualizados;
  • Contar com pessoas experientes em cada etapa;
  • Reduzir falhas e necessidade de regravação;
  • Ter maior previsibilidade de custos;
  • Começar a produzir mais rapidamente;
  • Manter o foco nas atividades principais da empresa;
  • Receber conteúdos prontos para publicação;
  • Preservar a qualidade e a imagem da marca.

A empresa pode concentrar seus esforços naquilo que realmente conhece: seus assuntos, especialistas, clientes e visão de mercado.

A produtora transforma esse conhecimento em conteúdo.

Como fazer a comparação financeira correta?

Antes de decidir, solicite uma proposta completa de produção e compare com todos os custos da operação interna.

Na opção do estúdio próprio, inclua:

  1. Compra dos equipamentos;
  2. Preparação do ambiente;
  3. Móveis e cenário;
  4. Salários ou horas da equipe;
  5. Treinamento;
  6. Softwares e armazenamento;
  7. Manutenção;
  8. Depreciação;
  9. Atualizações;
  10. Tempo dos colaboradores;
  11. Retrabalho e regravações;
  12. Custo do espaço;
  13. Períodos em que o estúdio ficará parado.

Na proposta da produtora, verifique se estão incluídos:

  1. Estratégia;
  2. Planejamento editorial;
  3. Pautas;
  4. Preparação dos participantes;
  5. Equipe técnica;
  6. Gravação;
  7. Edição;
  8. Identidade visual;
  9. Miniaturas;
  10. Títulos e descrições;
  11. Publicação;
  12. SEO;
  13. Cortes para redes sociais.

Somente depois dessa análise será possível comparar estruturas equivalentes.

Para compreender melhor os fatores que determinam o investimento, confira: Quanto custa produzir um podcast corporativo?.

Afinal, é melhor montar ou alugar um estúdio de podcast?

Para a maioria das empresas, nenhuma das duas opções resolve completamente o problema.

Montar um estúdio próprio exige investimento, equipe, manutenção e utilização frequente. Alugar um estúdio resolve a infraestrutura, mas pode deixar toda a estratégia e a pós-produção sob responsabilidade da empresa.

Por isso, normalmente vale mais a pena contratar uma empresa especializada que cuide do processo completo.

A economia gerada ao tentar fazer tudo internamente pode desaparecer rapidamente quando entram na conta o tempo dos colaboradores, os custos de operação, os erros técnicos, a falta de consistência e o risco para a imagem da marca.

Um podcast profissional não nasce da quantidade de equipamentos disponíveis. Ele nasce da combinação entre estratégia, conteúdo, pessoas preparadas e execução técnica.

Produza o podcast da sua empresa com a Younik

A Younik pode cuidar de toda a produção do podcast ou videocast corporativo, da estratégia à publicação.

O trabalho pode incluir:

  • Posicionamento e conceito do programa;
  • Definição do formato;
  • Planejamento editorial;
  • Desenvolvimento de pautas e roteiros;
  • Preparação dos participantes;
  • Gravação profissional de áudio e vídeo;
  • Direção durante as entrevistas;
  • Operação técnica;
  • Edição dos episódios;
  • Criação de identidade visual e miniaturas;
  • Títulos e descrições otimizados;
  • SEO para Google, YouTube e buscas por inteligência artificial;
  • Publicação nas plataformas;
  • Produção de cortes para redes sociais.

Sua empresa não precisa se transformar em uma produtora para ter um podcast profissional.

Ela entra com aquilo que ninguém pode copiar: seu conhecimento, suas pessoas e sua visão de mercado. A Younik cuida da estratégia, da equipe, dos equipamentos e da produção necessária para transformar tudo isso em autoridade, visibilidade e oportunidades de negócio.

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Perguntas frequentes

É mais barato montar um estúdio próprio?

Não necessariamente. A compra dos equipamentos é apenas uma parte do investimento. Também existem custos com espaço, equipe, softwares, manutenção, atualização, edição e operação.

Qual é a diferença entre alugar um estúdio e contratar uma produtora?

O estúdio alugado pode oferecer apenas espaço e equipamentos. Uma produtora especializada pode assumir também estratégia, pauta, direção, edição, publicação, SEO e produção de cortes.

Preciso contratar uma equipe para operar um estúdio próprio?

Sim. Os equipamentos precisam ser configurados, operados e mantidos por pessoas que conheçam áudio, vídeo, iluminação e edição.

Quando o estúdio próprio vale a pena?

Principalmente quando a empresa possui uma demanda alta e constante de conteúdo, equipe audiovisual permanente, espaço disponível e orçamento para manter a estrutura.

É possível perder uma gravação por falta de experiência?

Sim. Problemas de áudio, armazenamento, configuração ou sincronização podem comprometer uma gravação. Por isso, a operação técnica precisa ser realizada por profissionais preparados.

A Younik fornece os equipamentos e a equipe?

Sim. A Younik pode assumir a produção completa, incluindo estratégia, planejamento, equipe, gravação, edição, miniaturas, SEO, publicação e cortes para redes sociais.