Em meio a uma crise, a primeira coisa que se perde é a verdade.
(IN)dependência
A história econômica do Brasil é, em grande parte, a história de suas sucessivas dependências externas.
Desde o início da colonização, o país se inseriu no mercado global como fornecedor de matérias-primas, o que atrelou sua economia aos grandes polos de poder de cada época.
Estamos vendo isso novamente?
Vamos a história…
Bem, durante todo o período colonial, o Brasil esteve submetido ao Pacto Colonial (ou Exclusivo Metropolitano). Isso significava que a colônia só tinha permissão legal para comercializar diretamente com Portugal.
A quebra do monopólio português ocorreu de forma drástica com a chegada da Família Real. A Abertura dos Portos às Nações Amigas, em 1808, foi o marco zero da transição da dependência de Lisboa para Londres.
Com o declínio do Império Britânico após a Primeira Guerra Mundial e o choque da Crise de 1929, os Estados Unidos assumiram o posto de principal parceiro comercial e credor do Brasil. Desde 1929!
No início dos anos 2000, ocorreu uma nova e profunda realocação geopolítica. Em 2009, a China ultrapassou os Estados Unidos e se consolidou como o maior parceiro comercial do Brasil, posição que mantém isolada hoje.
A essência do modelo econômico brasileiro manteve uma característica constante ao longo dos séculos: a dependência da exportação de produtos primários para sustentar a economia interna, mudando apenas o parceiro hegemônico do momento.
Roberto Coelho é historiador e comunicólogo. No YouTube: Um lugar e suas histórias.









