O filho mais velho de Donald Trump vai casar. Surpreso? Olhando pra conta bancária da família, eu ficaria mais surpreso se ele resolvesse virar monge budista e morar numa cabana no interior do Nepal.
Agora, resta saber como foi o contrato. Separação total? Parcial? Participação final nos lucros? Porque, convenhamos, numa família dessas o “sim” no altar provavelmente vem acompanhado de 48 páginas assinadas em cartório.
Mas não é sobre isso que eu quero falar. Estou me desviando do foco… embora seja difícil manter o foco quando o assunto envolve os Trump.
A grande surpresa não é o casamento nas Bahamas. Afinal, milionário hoje em dia não casa mais em salão de festa. Se não tiver uma ilha privada, três helicópteros e pelo menos um pôr do sol cinematográfico, parece até chá revelação de classe média premium.
A surpresa mesmo é outra: Trump não vai ao casamento do filho. Segundo ele, o filho gostaria muito que ele estivesse presente, mas decidiu fazer uma “pequena cerimônia privada”.
Privada? Trump… vamos conversar sobre o conceito de privacidade.
Estamos falando de um casamento nas Bahamas. Todo mundo sabe que vai acontecer. Todo mundo sabe quem vai casar. Provavelmente até o garçom já vendeu entrevista pra algum tabloide americano.
Que tipo de “cerimônia privada” é essa? Privada pra quem? Porque quando o sobrenome é Trump, até ida na padaria vira cobertura ao vivo da imprensa.
Mas não fique triste, Sr. Trump. Casamentos passam. E experiência nessa área seu filho já está acumulando. Afinal, esse já é o terceiro casamento dele.
Então calma. Talvez o senhor consiga ir no próximo.
Fernando Vítolo é comunicador, escritor e entrevistador. Há mais de uma década trabalha contando histórias, conectando pessoas e produzindo conteúdo multiplataforma. @fernando.vitolo









