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NÃO SEJA CHATO: livro transforma comportamento social em humor, reflexão e autocrítica

Todo mundo conhece alguém chato. E talvez o mais desconfortável seja perceber que, em algum momento, esse alguém pode ser você.

Partindo dessa provocação, o escritor, comunicador e apresentador Fernando Vítolo lança o livro “NÃO SEJA CHATO”, uma obra que mistura humor, comportamento, pesquisa científica e entrevistas para discutir como pequenas atitudes do dia a dia podem afastar pessoas, prejudicar relações e até impactar a saúde mental.

Publicado pela Unites Press, o livro chegou ao público em março de 2026 e rapidamente chamou atenção nas redes sociais. Em menos de 15 dias de pré-venda, mais de 300 exemplares foram vendidos diretamente para seguidores e leitores do autor.

Lançamentos lotados e estreia no stand-up

O livro teve dois lançamentos marcantes.

O primeiro aconteceu no My Fucking Comedy Club e marcou também a estreia de Fernando Vítolo no stand-up comedy. A noite contou com apresentações dos humoristas Marcos Aguena, Daniel Sartório e Renata Said, além de casa cheia, com cerca de 90 pessoas presentes.

Já o segundo lançamento aconteceu na nova unidade da Livraria da Vila, na Avenida Paulista, reunindo mais de 100 pessoas em uma sessão intensa de autógrafos, fotos e conversas com leitores. Entre os presentes estavam artistas, celebridades e personalidades como: Carlos Moreno, Bárbara Bruno, Heródoto Barbeiro, Henrique Stroetter, Eliana Fonseca, João Daniel Tikhomiroff e muitos outros.

Um guia bem-humorado sobre convivência

A proposta do livro é simples — e desconfortavelmente universal.

Segundo Vítolo, a chatice não está necessariamente em ser uma pessoa ruim, mas em perder a percepção dos próprios excessos.

“A chatice incomoda. E todo mundo é chato. O problema é quando a chatice está desregulada.”

Ao longo das páginas, o autor mistura histórias, reflexões, ironias e exercícios práticos para ajudar o leitor a identificar comportamentos que desgastam relações pessoais e profissionais.

Entre os exemplos clássicos citados no livro estão:

  • pessoas que interrompem constantemente;
  • quem fala apenas sobre si mesmo;
  • os especialistas em áudios intermináveis;
  • reclamões profissionais;
  • e aqueles que corrigem os outros o tempo inteiro.

Em um dos trechos, Vítolo resume:

“Conhecer uma pessoa chata é igual pisar no cocô: ambos deixam um rastro indesejável.”

Ciência, comportamento e isolamento social

Apesar do tom leve, o livro também se apoia em estudos científicos sobre comportamento social.

Durante a pesquisa da obra, Fernando Vítolo encontrou o estudo “Existential escape of the bored: A review of meaning-regulation processes under boredom”, que analisou mais de 500 voluntários em cinco experimentos diferentes.

Entre as conclusões da pesquisa:

  • pessoas consideradas chatas tendem a ser evitadas socialmente;
  • são vistas como menos interessantes e menos competentes;
  • e podem enfrentar isolamento social e solidão.

O pesquisador Wijnand Van Tilburg, um dos autores do estudo, afirma:

“O próprio fato de as pessoas optarem por evitá-las pode levar ao ostracismo social.”

O estudo também listou profissões e hobbies percebidos pelos participantes como “mais chatos”.

Profissões consideradas mais chatas

  • Analista de dados
  • Contador
  • Tributário / corretor de seguros
  • Faxineiro
  • Bancário

Hobbies considerados mais chatos

  • Dormir
  • Religião
  • Assistir TV
  • Observação de animais
  • Matemática

Para Vítolo, porém, o mais importante é outro ponto:

“Tudo isso gira em torno de uma percepção. Agora imagine se a pessoa é chata de verdade.”

Campanha permite enviar o livro anonimamente para pessoas chatas

A divulgação do livro também ganhou uma ação inusitada nas redes sociais.

Quem compra “NÃO SEJA CHATO” pode solicitar que o exemplar seja enviado anonimamente para alguém considerado chato, sem identificação do remetente.

A campanha rapidamente virou conteúdo para vídeos curtos e cortes publicados nas redes do autor, que comenta situações clássicas de convivência e provoca o público a refletir sobre os próprios comportamentos.

QR Codes, quadrinhos e música exclusiva

Além do conteúdo principal, o livro aposta em uma proposta multiplataforma.

A obra traz:

  • quadrinhos ilustrados por Érico San Juan;
  • exercícios práticos;
  • e QR Codes que levam a entrevistas exclusivas em vídeo.

Entre os entrevistados estão nomes como:
Heródoto Barbeiro, Bernardo Veloso, Fafy Siqueira, Marcos Aguena, Claudio Manoel, Marcelo Mansfield, Marcelo Duarte, Pedro Bismarck, Cris Wersom, Jansen Serra, Beth Moreno e Renata Said.

O livro ainda conta com uma música inédita composta especialmente para o projeto pelo músico Wandi Doratiotto.

Humor sem poupar ninguém

Ao longo da obra, Fernando Vítolo usa o humor para criticar comportamentos — inclusive os próprios.

Entre as frases do livro estão:

“É chato falar para não ser chato.”

“O único lugar onde chato não incomoda é no dicionário.”

“Ser humorista não te faz automaticamente legal. Aliás, tem uns que só são suportáveis quando estão com roteiro.”

Apesar do tom irreverente, o autor reforça que o objetivo do livro não é atacar pessoas, mas estimular autocrítica e convivência mais saudável.

“Você não precisa ser engraçado para ser bem-humorado.”