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História

IBM: a empresa que sobreviveu a mais de um século porque nunca parou de se reinventar

Poucas empresas conseguem atravessar mais de 100 anos de história permanecendo relevantes. A IBM é uma delas. Ao longo de sua trajetória, deixou de fabricar máquinas de registro, ajudou a criar os primeiros computadores, participou da popularização do computador pessoal e hoje atua em áreas como inteligência artificial e computação em nuvem.

Esse foi o tema de mais um episódio do NEH! Podcast – Negócios e Empreendedores Históricos, apresentado por Fernando Vítolo e Heródoto Barbeiro.

Muito antes dos computadores

Quando se fala em IBM, muita gente pensa imediatamente em computadores.

Mas a história da empresa começou bem antes da informática.

Fundada em 1911, nos Estados Unidos, ela surgiu da fusão de quatro empresas diferentes, recebendo inicialmente o nome de Computing-Tabulating-Recording Company (CTR).

Somente alguns anos depois adotaria o nome que a tornaria conhecida mundialmente: International Business Machines, ou simplesmente IBM.

O nome que virou parte da história

Assim como algumas marcas acabaram se tornando sinônimo de seus próprios produtos, a IBM também ajudou a popularizar termos ligados à tecnologia.

Durante o episódio, Heródoto Barbeiro lembra outro exemplo curioso: o famoso holerite.

O nome vem de Herman Hollerith, inventor de máquinas de tabulação de dados que revolucionaram o processamento de informações no final do século XIX. Seu sobrenome acabou sendo incorporado ao vocabulário brasileiro como sinônimo de comprovante de pagamento.

É o mesmo fenômeno que aconteceu com palavras como “Gillette”, que passaram a representar uma categoria inteira de produtos.

Uma empresa que cresceu junto com a administração moderna

A IBM nasceu em um período de profundas transformações econômicas.

Com a expansão da indústria e o crescimento das grandes empresas, surgia um novo desafio: administrar enormes quantidades de informações.

Não bastava fabricar produtos. Era preciso organizar dados, controlar estoques, registrar funcionários e processar informações cada vez mais complexas.

Foi justamente nesse cenário que a IBM encontrou espaço para crescer.

Ao longo das décadas, a empresa deixou de vender apenas equipamentos e passou a oferecer soluções completas para gestão empresarial.

A revolução dos computadores

Nos anos 1960, a IBM deu um dos passos mais importantes de sua história com o lançamento do System/360.

O projeto estabeleceu uma nova arquitetura para computadores corporativos e transformou a maneira como empresas e governos utilizavam a tecnologia.

Poucos anos depois, a companhia voltaria a revolucionar o mercado ao lançar o conceito do Personal Computer (PC), modelo que ajudou a levar os computadores para escritórios, escolas e residências em todo o mundo.

Até hoje, a sigla “PC” continua sendo utilizada como referência aos computadores pessoais.

A tecnologia muda… e as profissões também

Durante o podcast, Fernando Vítolo lembra uma história retratada no filme “Estrelas Além do Tempo”, baseada em fatos reais.

Na década de 1960, a NASA utilizava equipes inteiras de matemáticos para realizar cálculos manualmente.

Com a chegada dos computadores da IBM, muitos profissionais acreditaram que perderiam seus empregos.

Uma das supervisoras percebeu que resistir à tecnologia seria inútil.

Em vez disso, decidiu aprender programação sozinha e ensinar toda sua equipe a operar os novos computadores.

Quando as máquinas chegaram, ela e seu departamento estavam preparados para a mudança.

Enquanto alguns viam uma ameaça, ela enxergou uma oportunidade.

Reinvenção: a principal estratégia da IBM

Talvez o maior diferencial da IBM tenha sido sua capacidade de se adaptar.

Ao longo de mais de um século, a empresa deixou de atuar apenas com máquinas de escritório, tornou-se referência em computadores, depois em serviços corporativos, computação em nuvem, inteligência artificial e pesquisa tecnológica.

Hoje, seus laboratórios desenvolvem soluções para áreas como saúde, mobilidade, segurança digital e análise de dados.

No Brasil, a empresa mantém um importante centro de pesquisa e desenvolvimento, reforçando sua presença estratégica no país.

Muito além do hardware

Enquanto várias fabricantes de computadores desapareceram ou perderam relevância, a IBM compreendeu que seu verdadeiro negócio nunca foi vender máquinas.

Seu diferencial sempre esteve na capacidade de resolver problemas complexos por meio da tecnologia.

Essa mudança de mentalidade permitiu que a empresa sobrevivesse a diversas revoluções tecnológicas, algo raro em um setor conhecido por transformar rapidamente seus líderes em empresas do passado.

A grande lição da IBM

A história da IBM mostra que inovação não significa apenas criar novas tecnologias.

Significa, principalmente, estar disposto a abandonar modelos antigos antes que eles se tornem obsoletos.

Durante o episódio, Fernando Vítolo destaca que muitas empresas desaparecem porque insistem em fazer exatamente aquilo que sempre funcionou.

Já aquelas que observam as mudanças do mercado e aprendem continuamente conseguem atravessar gerações.

A IBM é um exemplo claro disso.

Depois de mais de cem anos, continua mostrando que a capacidade de se reinventar pode ser muito mais importante do que qualquer produto já criado.

ASSISTA AO EPISÓDIO NA ÍNTEGRA: