Em meio a uma crise, a primeira coisa que se perde é a verdade.
Democracia?
Querido diário:
Dia 15 de setembro, última terça feira, foi celebrado o “Dia Internacional da Democracia”. Ah! A verdade! A data serve, ou deveria servir, para refletir sobre o estado da democracia no mundo, e no Brasil e promover a defesa dos direitos fundamentais, das liberdades cidadãs. Pois é!
A data foi instituída pela ONU em 2007 e por meio de uma resolução aprovada pelos países-membros, entre eles o Brasil!
Faz referência direta ao dia 15 de setembro de 1997 (29 anos atrás) quando a União Interparlamentar adotou a Declaração Universal da Democracia. Ocorreu no Egito, no Cairo, e representou um marco global ao definir os parâmetros e princípios essenciais que devem fundamentar governos e sociedades democráticas. Sim, as sociedades democráticas!
Após o fim da guerra fria e a queda de regimes autoritários (será?) a comunidade internacional vivia um período de intensa transição política. Apesar de muitos países se declararem democráticos, havia uma falta de consenso sobre os elementos fundamentai da democracia, tais como: Ideal a ser perseguido em um processo constante e manutenção, a inseparável ideia de diretos humanos e liberdades de expressão, eleições genuínas, livres, justas, periódicas e baseadas no sufrágio universal e secreto (diria auditável).
Garantir o direito de todos, incluindo minorias e grupos marginalizados, de participar na gestão dos assuntos políticos. Tanto faz o lado ideológico da questão!
O Objetivo, em 1997, era revisar o estado da democracia no mundo e identificar áreas onde o processo estava fragilizado; fomentar a participação de todos no processo de decisão; lembrar aos governos e sociedade que a democracia e os direitos humanos devem caminhar juntos, não existindo a plenitude de um sem a garantia do outro. Bem democrático!
Aqui na terrinha… estão jogando muita coisa fora!
Roberto Coelho é historiador e comunicólogo. No YouTube: Um lugar e suas histórias.









