A profissão de comissário de bordo surgiu na década de 1930.
No início, o atendimento aos passageiros era feito pelos próprios pilotos, que distribuíam chicletes e algodão para minimizar os efeitos causados pela mudança de pressão e pelo excesso de barulho dentro das arcaicas aeronaves da época. Isso mudou quando uma jovem enfermeira e piloto chamada Ellen Church teve a ideia de sugerir à Boeing Air Transport — companhia aérea norte-americana pioneira no transporte de correio aéreo e passageiros, fundada em 1927 e que mais tarde se transformaria na atual United Airlines — a contratação de enfermeiras para atuar a bordo das aeronaves.
O primeiro voo oficial com essa equipe de enfermeiras aconteceu em 15 de maio de 1930, em uma rota que durava 20 horas e contava com 13 escalas. As exigências da época determinavam que as mulheres fossem solteiras, não tivessem filhos e seguissem rígidos padrões de altura e peso.
Durante e após a Segunda Guerra Mundial, o mercado aeronáutico voltou a contratar homens, principalmente para atuar nas rotas europeias. No Brasil, a profissão foi regulamentada após o conflito mundial e, atualmente, conta com dezenas de milhares de profissionais.
A partir das décadas de 1970 e 1980, as restrições relacionadas a gênero e estado civil foram eliminadas, consolidando a profissão no formato misto e inclusivo que conhecemos hoje.
Atualmente, o comissário de bordo é um agente de segurança altamente treinado, capacitado em primeiros socorros, combate a incêndios, gerenciamento de crises e evacuação de aeronaves.
É importante destacar que esses profissionais estão a bordo, acima de tudo, para garantir a segurança dos passageiros. Eles são os “longa manus” dos pilotos, ou seja, sua extensão dentro da cabine. Portanto, em caso de emergência, devemos seguir rigorosamente suas orientações, pois elas são fundamentais para a segurança do voo.
Ricardo Beccari é fotógrafo desde 1982, e também locutor na área de publicidade e aviões e apresentador do programa de entrevistas @portadehangar.









