Na coluna Tome Nota, do Jornal NovaBrasil, Heródoto Barbeiro comenta a cobrança e destaca o equilíbrio entre os direitos do consumidor e a preservação do meio ambiente
A cobrança por sacolas plásticas nos supermercados voltou a ser tema da coluna Tome Nota, apresentada pelo jornalista Heródoto Barbeiro no Jornal NovaBrasil. Ao relatar uma experiência pessoal, o colunista levantou uma dúvida comum entre os consumidores: o estabelecimento pode cobrar pela embalagem usada para transportar os produtos comprados?
Heródoto contou que foi a um supermercado para adquirir apenas três produtos e utilizou um caixa de autoatendimento. Nesse sistema, o próprio cliente passa as mercadorias pelo leitor, informa seus dados e realiza o pagamento com cartão.
Ao concluir a operação, ele foi questionado pela máquina se desejava comprar uma sacola plástica. Como havia esquecido sua embalagem retornável e não tinha como carregar os produtos, decidiu pagar os 11 centavos cobrados pelo supermercado.
Embora o valor seja baixo, a situação levou o jornalista a refletir sobre dois aspectos. O primeiro envolve a preservação ambiental e a necessidade de reduzir o consumo de plástico. O segundo diz respeito à relação entre o supermercado e seus clientes.
Na avaliação apresentada durante a coluna, poderia existir o entendimento de que o estabelecimento deveria fornecer gratuitamente a sacola, já que obtém lucro com a venda dos produtos. A Justiça, entretanto, adotou uma interpretação diferente.
Segundo Heródoto, o entendimento judicial é de que os supermercados têm o direito de cobrar pelas sacolas plásticas oferecidas aos consumidores. Portanto, o estabelecimento não é obrigado a entregar gratuitamente a embalagem usada para transportar as compras.
A cobrança também funciona como um incentivo para que os clientes adotem alternativas reutilizáveis e reduzam o descarte de plástico. Para o consumidor, a saída é incorporar um novo hábito à rotina: levar a própria sacola sempre que for às compras.
“Da próxima vez, não posso esquecer a minha sacolinha retornável”, concluiu Heródoto.










