Novo livro de Marcelo Duarte resgata a memória afetiva de gerações apaixonadas por futebol.
Antes mesmo do apito inicial de uma Copa do Mundo, existe um ritual que atravessa gerações e mobiliza milhões de pessoas: abrir pacotinhos de figurinhas, torcer pela tão sonhada “difícil”, trocar repetidas e correr para completar o álbum. Mais do que uma brincadeira, os álbuns de Copa se tornaram parte da cultura popular brasileira — e agora ganham uma homenagem inédita no livro O Álbum dos Álbuns de Figurinhas das Copas, do jornalista e escritor Marcelo Duarte.

Lançado pela Panda Books, o livro mergulha na história de todas as coleções de figurinhas das Copas lançadas no Brasil desde 1934. A proposta é considerada inédita no mundo: contar a trajetória das Copas do Mundo através dos álbuns e cromos que marcaram gerações de colecionadores.
Com 152 páginas ricamente ilustradas, a obra funciona como uma verdadeira viagem no tempo, reunindo curiosidades, histórias pouco conhecidas e imagens de álbuns que fizeram época. Marcelo Duarte resgata desde os primeiros registros de colecionismo no Brasil, no início do século XX, até o fenômeno global transformado pela Panini nas últimas décadas.
Das balas açucaradas às figurinhas “difíceis”
O livro revela detalhes curiosos sobre os primeiros álbuns de futebol e Copa do Mundo. As primeiras figurinhas de futebol surgiram timidamente em 1919. Já os primeiros álbuns ligados ao Mundial apareceram no Uruguai em 1932, antes mesmo da Copa de 1934.

No Brasil, os álbuns de Copa começaram a ser publicados oficialmente em 1950, justamente no ano do traumático Maracanazo. Mesmo após a derrota da Seleção Brasileira em casa, o álbum das famosas Balas Futebol virou febre entre crianças e adolescentes. Diz a lenda que as balas eram tão ruins e açucaradas que muita gente jogava o doce fora e guardava apenas as figurinhas.
Outro destaque da obra é a explicação sobre a origem da expressão “figurinha difícil”. Segundo Marcelo Duarte, os álbuns promocionais das décadas de 1950 e 1960 ofereciam prêmios para páginas completas — mas algumas figurinhas praticamente não circulavam, tornando o desafio quase impossível. Assim nasceu uma expressão que atravessou gerações e passou a fazer parte do vocabulário popular brasileiro.
Uma memória afetiva do futebol brasileiro
Ao longo da obra, Marcelo Duarte apresenta álbuns históricos da editora Vecchi, os famosos álbuns do chiclete Ping Pong, coleções promocionais raras, álbuns ligados ao período da ditadura militar e todas as edições da Panini, que transformou os álbuns de Copa em um fenômeno mundial.
A editora italiana começou a produzir seus álbuns em 1970, mas só chegou oficialmente ao Brasil nos anos 1990. Desde então, o hábito de colecionar figurinhas ultrapassou gerações e se tornou uma tradição afetiva que mistura futebol, nostalgia e convivência social.
Mais do que um livro sobre colecionismo, O Álbum dos Álbuns de Figurinhas das Copas funciona como um retrato da própria cultura brasileira. Afinal, poucas experiências conseguem reunir pais, filhos, amigos e desconhecidos em torno de uma simples frase: “Tem repetida aí?”.
Quem é Marcelo Duarte?
Jornalista e escritor, Marcelo Duarte é um dos maiores especialistas brasileiros em curiosidades e futebol. Foi apresentador do programa Loucos por Futebol, da ESPN Brasil, durante doze anos, além de ter coberto presencialmente cinco Copas do Mundo.
Colecionador de álbuns desde 1970 — edição que ainda guarda em sua coleção pessoal — Marcelo também é autor da coleção O Guia dos Curiosos e do livro 100 camisas que contam as histórias de todas as Copas. Atualmente, preside a Academia Brasileira de Letras do Futebol.

Serviço
O Álbum dos Álbuns de Figurinhas das Copas
Autor: Marcelo Duarte
Editora: Panda Books
152 páginas | Formato 21 x 28 cm
ISBN: 978-65-5697-459-0
Sinopse: Uma viagem afetiva e histórica por todas as coleções de figurinhas de Copas lançadas no Brasil desde 1934, revelando curiosidades incríveis e mostrando como o hábito de colecionar se tornou uma das maiores tradições populares ligadas ao futebol.









