Ele não esconde que está interessado na América Latina. O sul do Rio Grande. Quer ressuscitar a política externa inaugurada pelo presidente Monroe. A América para os americanos. Em outras palavras, o potencial militar yankee existe para apoiar as empresas americanas que investem no continente latino em busca de matérias-primas e mercados para os produtos americanos. Não há fronteiras nem para a marinha nem para os marines. Para ele, a lei internacional e o multilateralismo não representam os interesses dos Estados Unidos e por isso devem ser descartados porque colidem com a política externa do país. Isto não difere muito de outras potências mundiais. Sofre um atentado contra sua vida, mas escapa por muito pouco de ter uma bala alojada no seu pulmão.
O presidente republicano não esconde que sua política externa se apoia na força. Não admite que uma nação não americana faça negócios ou controle pontos estratégicos, como o Canal do Panamá. Este tem importância para os Estados Unidos na ligação entre o Atlântico e o Pacífico. Mais do que ligar os mercados do país, o canal permite que os americanos tenham uma única grande frota naval que pode tanto alcançar o litoral da Venezuela, Colômbia, Brasil e Uruguai, como o Peru, Equador e Chile. Ele quer garantir que os investimentos americanos não sejam ameaçados nem por outras potências, nem por partidos políticos nacionalistas, que acusam os Estados Unidos de imperialismo. Estão embasados no livro Imperialismo, Etapa Superior do Capitalismo, de Vladimir Lênin. Mas isso não impede que grandes empresas invistam no continente latino-americano, especialmente nas áreas de infraestrutura.
O presidente americano sonha com o Prêmio Nobel da Paz. Para que isso possa fazer parte de sua biografia, ele tem que colocar fim a uma guerra que ameaça a paz internacional. A oportunidade se dá com a guerra entre a Rússia e o Japão. É chamado para mediar o conflito, constrói a paz e ganha o Nobel. Ele é reeleito para a presidência. O republicano Theodore Roosevelt, depois de oito anos, deixa os Estados Unidos mais fortes e influentes no continente latino-americano. Defende a política do Big Stick, ou seja, quando a diplomacia não consegue impor a vontade imperial americana, o que vale é a força militar apoiada na White Navy. Não satisfeito de controlar a região como uma potência emergente, Theodore Roosevelt – depois de concluir o segundo mandato – se aventura nas selvas da Amazônia, acompanhado por nada mais nada menos do que o desbravador Marechal Rondon.
PARECE MAS NÃO É – Prof. Heródoto Barbeiro âncora do Jornal Nova Brasil, colunista do R7, apresentou o Roda Viva na TV Cultura, Jornal da CBN e Podcast NEH. Tem livros nas áreas de Jornalismo, História. Midia Training e Budismo. Grande prêmio Ayrton Senna, Líbero Badaró, Unesco, APCA, Comunique-se. Mestre em História pela USP e inscrito na OAB. Palestras e mídia training. Canal no Youtube “Por Dentro da Máquina”, www.herodoto.com.br









